PROJETO REFORSUS

Rede Nacional de Informações em Saúde


II SEMINÀRIO TÉCNICO DA RNIS
3 e 4 de março de 1998

 

RELATÓRIO DOS GRUPOS DE TRABALHO DE CAPACITAÇÃO

 
- Introdução:

O presente documento pretende-se como uma síntese dos relatórios dos Grupos de Trabalho macro-regionais (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste) organizados durante o II Seminário Técnico da RNIS, com o objetivo de efetuarem uma leitura crítica do documento intitulado "Programa Nacional de Capacitação do Profissional de Informações em Saúde", desenvolvido em conjunto, pela equipe da RNIS e pelo Comitê Temático Interdisciplinar de Capacitação do Profissional de Informações em Saúde CTI CAPACITAÇÃO da Rede Integrada de Informações para a Saúde RIPSA. Tal documento foi elaborado, visando uma proposta inicial que permitisse o início do processo de discussão coletiva sobre os marcos referenciais, objetivos, estratégias e conteúdos de um programa de capacitação profissional em informações em saúde no âmbito da RNIS.

Uma avaliação que perpassou a maioria dos relatórios, foi a exigüidade do tempo destinado à leitura crítica desse documento. Devido à complexidade de seu conteúdo e ao fato dos participantes estarem pela primeira vez em contato com o mesmo, houve um consenso em relação à maior necessidade de tempo para que essa leitura crítica tivesse sido mais produtiva.

Uma dúvida que permeou a maioria dos Grupos, foi o grau de rigidez resultante da categorização dos conteúdos dos treinamentos em estádios crescentes de complexidade (Grupos I, II, III e IV), em função da situação gerencial-administrativa dos Municípios e Estados em cada macro-região. Tanto nos Grupos de discussão, como na plenária, parece ter sido devidamente esclarecido que tal categorização não impunha qualquer rigidez que impedisse a composição do "menu" das necessidades de capacitação dos Estados e Municípios, podendo haver um certo grau de permeabilidade entre esses níveis, desde que haja uma coerência mínima entre as demandas com níveis diferentes de complexidade (ex: não há coerência em solicitar um treinamento em geoprocessamento para uma SMS que não disponha de RH minimamente treinado nos "softwares" que servem de suporte a tal ferramenta).

Devido à grande heterogeneidade tanto de métodos de trabalho, como dos conteúdos dos relatórios apresentados pelos Grupos macro-regionais, optou-se por registrar, por macro-região, os tópicos discutidos e as proposições apresentadas:

 

- REGIÃO NORTE:

Participantes:

Coordenador: Umberto Tachinardi - Comitê de Avaliação da RNIS

Relatores: Bernadete Antunes RIPSA e Delsuc E. Filho MS/RNIS.

Inicialmente foram levantadas dúvidas, quanto à incorporação da proposta de capacitação aos projetos RNIS dos estados e o seu financiamento com os recursos destes projetos. Foi informado que, em princípio, a proposta de capacitação seria negociada independentemente dos projetos e que contaria com um fundo de recursos para este este fim.

Foram feitas críticas ao reduzido tempo para esta discussão, levando-se em conta a importância do documento e a profundidade do mesmo.

Após estas questões iniciais, definiu-se utilizar como metodologia de trabalho a leitura do documento, havendo interrupções da mesma para discussão dos pontos polêmicos.

O ítem I MARCOS REFERENCIAIS suscitou grande polêmica, principalmente, os parágrafos 3 e 6. Questionou-se o PRO-INFO, criticando-se a criação de mais uma instância burocrática, além da RNIS e RIPSA. Discutiu-se também a pertinência de Marcos Referenciais relacionados à Política de Informação, num documento destinado a apresentar uma proposta de capacitação de recursos humanos. Face a existência de posições divergentes, foi proposta que os membros do grupo interessados em modificar este ítem, enviasse suas propostas através do correio eletrônico, num prazo máximo de 15 dias.

Em virtude do reduzido tempo para discussão para todo o documento, definiu-se passar para a análise do ítem V- PRIORIDADES TEMÁTICAS.

Neste tópico, o grupo detectou a ausência de explicitação do elemento que serviu de base à Tipologia da Clientela, que é a definição de Sistema de Informação Implantado. Quais os elementos e critérios que norteiam esta definição? Desta forma ficou proposto que uma nova versão do documento explicitasse esta questão.

Outro questionamento diz respeito a utilização do município como unidade de classificação, alegando-se que mesmo um município que se enquadrasse no Grupo I, poderia ter parte de sua cliente, realizando treinamentos nos outros grupos. Ficou então proposto, que o Comitê de Capacitação da RIPSA, ficasse encarregado de elaborar "currículos mínimos" para cursos com níveis de complexidade crescente.

 
Efetuada uma análise da composição do Grupo que, como já se previa, era composto por uma agregação de profissionais da área de informática e profissionais de saúde da área de informação grande diversificação da formação básica dos profissionais.

Quanto ao vínculo institucional, a grande maioria eram vinculados às SESs, alguns à Universidades e outros à Fundações de Pesquisas. Não foi possível detectar se esses técnicos tinham vínculo com a instituição de referência, ou eram assessores técnicos pertencentes a instituições contratadas pelas SESs.

Obs: Solicitou-se um prazo maior para o preenchimento e entrega da Planília de Prioridades de Treinamento/Capacitação, distribuída pela Comissão Organizadora durante o evento.

2) Marcos Referenciais: 3) Clientela: 4) Composição de rede de instituições formadoras: 5) Modalidade de formação 6) Prioridades Temáticas: 7) Estratégias de implantação e acompanhamento:  
REGIÃO CENTRO-OESTE: Participantes: Após uma introdução ao documento intitulado "Programa Nacional de Capacitação do Profissional de Informações em Saúde", efetuado pela Dra. Maria Helena P. de Mello Jorge, uma das representantes do CTI de Capacitação da RIPSA presentes no Grupo de Discussão, optou-se pela leitura sequenciada dos seus itens componentes, com o registro e posterior discussão dos destaques em cada um desses, conforme abaixo descrito:
 
  1. MARCOS REFERENCIAIS:
"A RNIS deve se caracterizar como mecanismo de disseminação de informação à gestão pública da Saúde e ao bem comum, não permitindo o monopólio de expressão de interesses ou posições oficiais, corporativos ou politico-partidários. É nesse sentido que se afirma que as Informações em Saúde devem ser trabalhadas enquanto objeto de uma Política de Estado: Política de Informações e Saúde (PIS). As propostas de capacitação devem constituir um dos itens da Agenda desta PIS."
  1. CARACTERIZAÇÃO DA CLIENTELA:
Devido à exigüidade de tempo para a discussão do documento, não foram discutidos os itens III ("Composição da Rede de Instituições Formadoras dos Profissionais de Informação em Saúde") e IV (Modadalidades de Formação), tendo-se passado diretamente à discussão do item V.

V) PRIORIDADES TEMÁTICAS:

- Desenvolvimento de INTRANET;

- Segurança de dados.

- Foi proposto que o tema "Metodologia de Tratamento e Análise de Dados" constasse em todos os quatro Grupos, e não apenas no Grupo III conforme proposto pelo documento.

 

 

 REGIÃO SUL/SUDESTE:

Participantes:

  1. Documento:
(RNIS/RIPSA).
  1. Processo de Trabalho:
  1. MARCOS REFERENCIAIS:
- Política de informações em saúde (PIS) ® direcionadora das políticas de Informação em saúde no país. Papel do MS como ordenador e normatizador. - Deve ser levado, junto aos Secretários Municipais de Saúde, a relevância das informações em saúde para o município;

- A Secretaria Estadual de Saúde do Paraná desenvolveu um programa de sensibilização para Secretários de Saúde Municipais e Gestores de Serviços de Saúde, sobre a importância de informações em saúde. (EXPERIÊNCIA);

- Organização de um elenco de informações mínimas atualizadas com referências determinadas. Agregadas às informações, indicadoras que dêem visibilidade da situação de saúde (Estado/Município/País);

- Tomar cuidado com uma grande quantidade de informações, que são usadas raramente;


- Experiências:

- RS ® usa o Programa de Gestão financeira também com finalidades de acompanhamento, avaliação e auditoria.

P. Ex: como critérios para bloqueios de AIH s ® Já utiliza INTRANET para o Sistema Estadual de Informação de Saúde (SEIS).

 

  1. CARACTERIZAÇÃO DA CLIENTELA
  1. PRIORIDADES TEMÁTICAS
bancos de dados". - Outras Sugestões: - Sobre a entrega do documento sobre "Prioridades temáticas/necessidades de treinamento" ® que tenha um prazo de pelo menos quinze dias para discussão com os setores nas secretarias de estado de saúde. - Que o grupo RNIS sempre participe quando houver discussões sobre capacitação e treinamentos (c/ a RIPSA). Os elaboradores desse Relatório Final esclarecem por fim, que o mesmo foi basicamente constituído a partir dos relatórios parciais entregues pelos relatores dos Grupos de Discussão, acreditando que esse documento possa servir como uma "ajuda memória" do II Seminário Técnico da RNIS e permitir o amadurecimento progressivo da ampla tarefa de Capacitação no âmbito desse projeto.

Assumimos por fim, quaisquer erros ou omissões que extrapolem os esclarecimentos acima mencionados deixando claro que necessitam ainda serem descritos os principais destaques e resoluções decorrentes das plenárias e do segundo dia do evento, que deverá ser feito o mais brevemente possível, após a transcrição e resumo do conteúdo das fitas de áudio gravadas no evento.

 

 
  1. Recepção dos Questionários dos Estados, delimitando as prioridades temáticas em Capacitação/Treinamento (até 13/03/98);
  2. Consolidação, junto com a RIPSA, das prioridades apresentadas pelos Estados (até 20/03/98);
  3. Montagem dos 3 Grupos, a serem coordenados pelos estados-piloto (até 20/03/98);
  4. Trabalho dos Grupos objetivando a construção das Grades Curriculares dos Cursos definidos como prioritários (23 a 27/03/98);
  5. Consolidação das Grades Curriculares apresentadas pelos Grupos de Trabalho, junto à RNIS e à RIPSA (6 e 07/04/98).


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