RNIS - Rede Nacional de informações em Saúde
REDE INTERAGENCIAL DE INFORMAÇÕES PARA A SAÚDE NO BRASIL
RIPSA
TERCEIRA OFICINA DE
TRABALHO INTERAGENCIAL
Data: 4-5 de novembro de 1997
Local: Sede da Representação da OPAS/OMS, em Brasília-DF
Participantes: Anexo 1
Agenda: Anexo 2
Esquema Básico do Comitê Temático
"Saúde e Trabalho": Anexo 3
- RELATÓRIO EXECUTIVO -
I - Introdução
- A abertura oficial do evento contou com as presenças do Sr. Ministro da
Saúde, Dr. Carlos Cesar de Albuquerque, e do Diretor da OPAS, Dr. George O. Alleyne, que
reafirmaram a prioridade, conferida pelo Ministério e pela OPAS, às atividades da RIPSA,
realçando a importância da estratégia, utilizada pelo Brasil, de trabalhar com a
modalidade de rede interinstitucional, assegurando a produção de dados e indicadores
consistentes para a análise da situação de saúde. O Secretário de Políticas de
Saúde e de Avaliação, do Ministério da Saúde, pronunciou-se, no início dos trabalhos
da Oficina, sobre a importância da RIPSA no elenco de funções da Secretaria,
reafirmando o seu apoio ao colegiado como instância de deliberação técnica.
- A Oficina foi coordenada por Helvécio Bueno, Diretor do
Departamento de Acompanhamento e Avaliação das Políticas de Saúde, e por Mozart de
Abreu e Lima, consultor da OPAS, tendo como relatoras Ludmila Deute Ribeiro e Tereza M.
Lyra.
- Os coordenadores da Oficina expuseram brevemente os objetivos da RIPSA, que se propõe a discutir o conteúdo das
informações em saúde, e sua complementaridade com a Rede
Nacional de Informações em Saúde - RNIS, que pretende conectar todos os municípios
brasileiros, através da INTERNET. Foi apresentada também a configuração da área de
informações do Ministério da Saúde e a estrutura
e as atribuições da Secretaria de Políticas de Saúde e de Avaliação - SPSA/MS.
- Os Drs. Carlos Castillo e Clóvis Tigre, do Escritório
Central da OPAS/Washington, apresentaram o Sistema de Informações em Saúde, em fase de
desenvolvimento pela OPAS, em nível da Região das Américas, que engloba os dados
básicos e indicadores de interesse para a saúde. Por enquanto, o sistema só está
disponível na INTRANET, e em desenvolvimento sua disponibilização pela INTERNET.
II - RESOLUÇÕES DA OFICINA:
- Sobre o desenvolvimento da RIPSA:
- As seguintes instituições passam a compor a RIPSA: (i) como
integrantes da OTI, a Sociedade Brasileira de
Informática em Saúde - SBIS, a Associação Brasileira de Estudos Populacionais -
ABEP e o Núcleo de Estudos em Políticas Públicas - NEPP / UNICAMP; (ii) como
participantes da Rede, a Escola de Saúde do Estado de Minas Gerais - ESMIG, o
Instituto Universitário de Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro - IUPERJ e a Escola de
Saúde Pública do Estado do Ceará - ESP/CE.
- Serão desenvolvidas articulações no sentido de
compatibilizar o sistema de informações, adotado regionalmente pela OPAS, com as bases
de informação da RIPSA, de forma a possibilitar o intercâmbio de informações entre
países.
- Sobre o desenvolvimento dos Comitês Temáticos:
- Comitê Temático "Mortalidade e Natalidade":
- O Comitê, após três reuniões realizadas, concluiu pela necessidade
de resolução de alguns pontos críticos, observados na operacionalização dos sistemas
SIM e SINASC, os quais foram, posteriormente, aprofundados em reuniões técnicas
promovidas pelo CENEPI. Nestas reuniões, foram propostas algumas alterações nos dois
sistemas, as quais encontram-se em análise nas instâncias decisórias da Fundação
Nacional de Saúde. Entre os pontos críticos observados, ressalta-se a necessidade de
treinamento de médicos e codificadores para otimizar a operação desses sistemas.
- O Comitê propôs a utilização dos dados do SIM e SINASC, no
cálculo dos indicadores demográficos e de mortalidade infantil da RIPSA, o que não foi
endossado pela OTI, relativamente ao IDB-97, pelas razões expostas no item seguinte.
- Comitê Temático "Indicadores e Dados Básicos" e reunião
complementar de subgrupo no IBGE/Rio:
Explanadas as recomendações advindas do funcionamento do Comitê
Temático de Indicadores e Dados Básicos, foram referendadas pela OTI:
- a adoção da Matriz de Indicadores Básicos elaborada pela 2ª OTI,
considerando:
- as revisões de denominações, definições, métodos de cálculo,
categorias e fontes, recomendadas pelo Comitê, bem como a inclusão dos indicadores F2a
- Procedimentos Complementares por Internação Hospitalar, F4a -
Porcentagem de Internações Hospitalares por especialidade e F4b - Taxa de
Óbitos por Internação Hospitalar;
- a definição de que o IDB-97 terá como referência os dados
e indicadores básicos, relativos ao ano de 1996;
- a não utilização para o IDB-97, em face de dificuldades
para sua disponibilidade regular, além de deficiências de cobertura e consistência, dos
indicadores C9.10 - Taxa de Mortalidade por suicídios, , D3.2 -
Prevalência Anual da Infecção pelo HIV, D 4.6 - Incidência de neoplasia de
fígado, D 4.7 - Incidência de neoplasia de pâncreas, D5.6 -
Prevalência de neoplasia de fígado, D5.7 - Prevalência de neoplasia de
pâncreas, D6 - Incidência de outras Doenças Crônicas mais
Freqüentes, D7 - Prevalência de outras Doenças Crônicas mais Freqüentes, D13
- Número Índice de Nascimentos segundo Idade da Mãe, D18 - Insuficiência de
Estatura, Nanismo Nutricional, D19 - Prevalência de Fumantes Regulares, E
6 - Porcentagem do Gasto Público Estadual/Municipal com saúde, em relação ao
Gasto Estadual/Municipal Total, E7 - Porcentagem do Gasto com Saúde
Estadual/Municipal, atendido com recursos próprios, em relação ao Gasto Total
Estadual/Municipal, E8 - Porcentagem do Gasto Estadual/Municipal custeado com
Recursos Próprios(Fiscais), E10 - Gasto per capita com Saúde, F9 -
Prevalência de Esterilização Feminina, F10 - Porcentagem de Mulheres em
Idade Fértil que usam regularmente métodos contraceptivos e F11 - Porcentagem
da População Coberta por Sistemas de Saúde Complementares;
- a análise de viabilidade, pelo Comitê Temático "Saúde
e Trabalho", dos indicadores C9.11-Taxa de Mortalidade por acidentes de
trabalho típicos, D11 - Incidência Anual de Doenças Profissionais e D12
- Incidência Anual de Acidentes do Trabalho Típicos, com vistas à sua
utilização no IDB-97;
- a análise de viabilidade, pelo DATASUS, do indicador D9 -
Morbidade Hospitalar por principais causas externas, com vistas à sua utilização no IDB
- 97;
- a transferência do indicador C11- Porcentagem de
Óbitos com Certificação Médica, no Total de Óbitos Registrados, para o grupo de
indicadores relativos à cobertura, identificados pela letra F.
- as decisões da reunião complementar de subgrupo no
IBGE/RIO, em relação aos indicadores A5, A6, A7,
A9, A10 e C2 , quais sejam:
- a utilização do método de cálculo indireto, a partir dos Censos
Demográficos, PNADs e projeções utilizadas pelo IBGE;
- a criação de grupo de trabalho para viabilizar a produção
futura do numerador desses indicadores, a partir dos dados do SIM e SINASC;
- a recomendação de utilização dos dados do SIM e SINASC na
elaboração, em nível municipal, dos indicadores mencionados;
- a decisão de estimar a sub - enumeração, mensurada pelos
indicadores A8 e A11, comparando-se as bases de dados do IBGE e
CENEPI/FNS.
- a criação de três grupos de trabalho: o primeiro,
responsável pela revisão crítica e análise de consistência dos dados e indicadores
básicos elaborados para o IDB-97, outro, responsável pela editoração dos produtos e o
terceiro, de caráter consultivo, encarregado da análise técnica das opções de
software para tabulação e disseminação dos dados e indicadores básicos;
- a articulação, pela Secretaria Técnica da RIPSA, com
as coordenações especializadas do Ministério da Saúde, responsáveis pela produção
de dados, a serem disponibilizados para o IDB-97;
- a definição de que, para o IDB-97, deverão ser
disponibilizados os seguintes produtos: (i) um Folder, apresentando os
indicadores selecionados, de forma agregada, em nível de Brasil, Estados, Distrito
Federal e Regiões Metropolitanas, quando aplicável; (ii) uma outra Publicação,
contendo os mesmos indicadores de forma desagregada, nas demais categorias especificadas
na Matriz, acompanhados de uma ficha técnica, descrevendo cada indicador; (iii) um CD-
ROM, contendo toda a base de dados utilizada e (iv) a disseminação dos
indicadores e dados básicos, através da INTERNET.
- Comitê Temático "Compatibilização de Sistemas e Bases de
Dados":
- Proposições de caráter geral:
- Aprovou-se a recomendação de criação de um foro interinstitucional
permanente, denominado Comissão Intersetorial de Informação em Saúde, junto ao
Conselho Nacional de Saúde, incumbido da definição de padrões comuns aos diferentes
sistemas de informação e de suas respectivas atualizações, cuidando-se da
preservação das séries históricas disponíveis. A definição da política nacional de
informação em saúde estará a cargo da Secretaria de Políticas de Saúde e de
Avaliação- SPSA/MS, utilizando-se dos mecanismos e instrumentos próprios, necessários
para promover a coordenação da produção de informações, no âmbito da direção
nacional do SUS.
- Foi enfatizada a importância da utilização da tecnologia
informacional, para agilizar a transferência de documentos, seja através da INTERNET ou
de disquetes. No caso da DN e da DO, a emissão de AIH, referente ao parto normal ou
cesárea, deve estar atrelada à emissão, por via eletrônica, da DN correspondente, ou
da DO, no caso de óbito do recém-nascido.
- Considerou-se que o momento atual é estratégico para a
criação do registro longitudinal dos dados de saúde do indivíduo, tendo em vista a
adoção iminente do número único do Registro de Identidade Civil.
- No que respeita à base de dados AMS, administrada atualmente
pelo IBGE, recomendou-se, para sua nova versão, a utilização dos descritores do
Cadastro de Estabelecimentos de Saúde do SUS, em elaboração pelo Ministério da Saúde.
- No que respeita ao SINASC, recomendou-se a uniformização dos
modelos de formulários em uso, o desenvolvimento de novo software para análise de
consistência e a agilização de sua implementação pelo setor não-SUS.
- Proposições de caráter específico:
- Dentro de um conceito abrangente de definição de padrões comuns a
todos os sistemas de informação na área da saúde, partiu-se da premissa inicial de que
as categorias mínimas para interseção dos diferentes sistemas são: o indivíduo,
o local de assistência, o profissional que prestou o atendimento e,
finalmente, o evento ou encontro.
- Quanto ao Indivíduo: A padronização das
variáveis para a identificação do indivíduo compreende um conjunto de dados
obrigatórios e um complementar. Para a definição do elenco de atributos obrigatórios,
sugere-se a padronização internacional contida no "Master Patient Index -
MPI", que preconiza o reconhecimento do indivíduo a partir de um conjunto
mínimo de atributos de identificação e de dados demográficos. O Comitê propôs os
seguintes:
- Dados Obrigatórios:
- Nome completo - de acordo com algum documento oficial, sugerindo-se que se registre o
tipo de documento e o seu número. Recomendou-se, ainda, para fins dos sistemas de
informação do MS, que o nome, o nome do meio e o sobrenome sejam registrados como um
único campo.
- Número do cartão SUS - deverá ser incluído em todos os sistemas do MS.
- Número único - utilizar o do Registro de Identidade Civil (RIC), em
cumprimento à Lei sancionada nesse sentido. Recomenda-se, por outro lado, o
estabelecimento de foro para discussão dos aspectos de sigilo e privacidade decorrentes
desse dispositivo legal.
- Data de Nascimento: dd/mm/aaaa
- Sexo: M = masculino, F = feminino, I = ignorado ou indeterminado.
- Nome completo da mãe - valem os mesmos princípios recomendados para o
nome do indivíduo.
- Naturalidade - Município / Estado, de acordo com o Código IBGE.
- Endereço - nome da via pública, número, complemento, bairro / distrito,
município (IBGE), cidade, Estado e Código de Endereçamento Postal (CEP). Sugeriu-se
discussão mais aprofundada com os comitês em geo-referenciamento, para garantir a
adequação desses dados aos que estão sendo definidos para os sistemas de
geo-referenciamento. Esse assunto mereceria análise pelo IBGE.
- Dados complementares:
- Raça/Cor - de acordo com o IBGE;
- Escolaridade - A fim de se manter a compatibilidade com os sistemas
existentes, ao mesmo tempo que seguindo as recomendações mais recentes a respeito dos
indicadores de saúde, sugeriu-se que esse dado fosse coletado conforme abaixo:
- Nenhum - Sim /Não
- Primeiro Grau completo - Sim / Não; se N, informar o número de anos
cursados
- Segundo Grau completo - Sim / Não; se N, informar número de anos cursados
- Superior Completo: Sim /Não
- Ignorado
- Ocupação - tabela da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO),
adaptada para o SIM.
- Sugestões para operacionalização:
- Os atributos para padronizar a identificação do indivíduo devem constar dos novos
sistemas de informação que venham a ser criados no Ministério da Saúde, ao mesmo tempo
que devem ser introduzidos nos sistemas já existentes, quando de sua alteração ou
atualização.
- Essa posição deve ser assumida formalmente pelo Ministério, para que
seja cumprida sistematicamente por todas as áreas técnicas.
- Com o objetivo de garantir sua utilização nos níveis estaduais e
municipais do SUS, recomenda-se submeter essas proposições ao Ministério da Saúde,
ouvido o Conselho Nacional de Saúde e as Comissões Intergestoras Tripartite e Bipartite.
- Recomendação nesse sentido deve ser feita ainda, com brevidade, à
comissão recentemente instituída para regulamentar a implantação do Cartão SUS
municipal.
- Quanto à Instituição:
- Dados obrigatórios:
- nome completo da instituição
- razão social
- número identificador - CGC, desagregado por unidade nas instituições
públicas;
- endereço - endereço completo da instituição, conforme os itens
constantes da identificação do indivíduo;
- Sugestões para operacionalização:
- Desenvolvimento de um Cadastro de Estabelecimentos de Saúde no País, abrangendo as
redes pública e privada. A base desse cadastro deve ser municipal, devendo ser definido
um elenco mínimo de dados a serem transmitidos ao nível central.
- Utilização, a partir de trabalho em desenvolvimento pela Secretaria de
Assistência à Saúde - SAS/MS, dos conceitos para caracterização dos diferentes tipos
de estabelecimentos de saúde. Esta caracterização deve ser expressa em um conjunto de
atributos ou qualificadores básicos, definidos centralmente, cujo registro irá permitir
o dimensionamento da capacidade instalada no país.
- A conceituação nacional desses atributos deve prever adaptações ao
contexto de cada microrregião, de forma a atender às necessidades das secretarias
estaduais e municipais de saúde.
- Quanto ao Evento:
- Dados obrigatórios:
- Data e hora do atendimento
- Instituição: referência ao CGC desagregado que identifica o
estabelecimento conforme descrito acima.
- Endereço - conforme a padronização prevista na identificação do
indivíduo
- Causa do atendimento - utilizar os códigos da Classificação
Internacional de Doenças, indicando a versão consultada (CID-9 ou CID-10). Indicar se
acidente de trabalho: S = sim, N = não, I = ignorado
- Diagnóstico - utilizar os códigos da Classificação Internacional de
Doenças, indicando a versão consultada (CID-9 ou CID-10)
- Procedimentos - segundo tabela-padrão a ser estabelecida e atualizada
periodicamente pelo Ministério da Saúde. Constatou-se a necessidade de modificar a
tabela de procedimentos SUS, com vistas ao registro adequado do procedimento realizado e
de compatibilizá-la com a prestação de serviços pelo setor privado.
- Profissionais:
- Nome - conforme já descrito para o indivíduo
- Número único - do Registro de Identidade Civil (RIC)
- categoria profissional - segundo tabela CBO, adaptada para o SIM
- registro e identificação - do conselho profissional da Unidade Federada
correspondente
- Sugestões para operacionalização:
- O Ministério da Saúde, através da Secretaria de Assistência à Saúde (SAS), deve
promover ampla discussão com vistas a estabelecer uma Tabela de Procedimentos para uso
universal no sistema de saúde, público e privado, e que inclua os procedimentos de
atenção básica e de promoção da saúde. Dessa discussão devem participar os centros
de excelência, as sociedades científicas, os gestores da saúde, as associações de
profissionais médicos e as associações de usuários.
- Recomenda-se a integração da Tabela de Procedimentos do SUS com a da
Associação Médica Brasileira (AMB), tendo em vista a necessidade de referência e
contra-referência com a rede privada. Existem já iniciativas nacionais que integram as
tabelas SUS e AMB, sendo utilizadas no INCOR e na Faculdade de Medicina da USP, entre
outros centros de excelência.
- Comitê "Saúde e Trabalho":
- Foi apresentada e aprovada, pela plenária da OTI, a proposta de Esquema
Básico do Comitê "Saúde e Trabalho", constante do Anexo 3, cuja primeira
reunião está prevista para os dias 24 e 25 de novembro de 1998.
- O objeto do referido Comitê é a análise e encaminhamento de
questões técnicas e operacionais relativas à consensualização/compatibilização das
bases, conceitos e metodologias de produção de informações, aplicadas (i) à
notificação de acidentes e doenças do trabalho e (ii) às informações sobre os riscos
para a saúde, derivados dos processos e atividades produtivas, além da
disponibilização das atuais bases de dados, para uso integrado por todos os
interessados, se possível, via INTERNET..
- Sobre a programação da RIPSA para 1998:
- Produto I :"Indicadores e Dados Básicos - Brasil"
- Foi reafirmado o compromisso de todas as instituições - fonte com a
disponibilização, até março de 1998, dos dados e indicadores necessários para a
elaboração do IDB-97;
- A Matriz de Indicadores, a ser utilizada na elaboração do
IDB-97, terá como base as inclusões e exclusões bem como as alterações configuradas
nas recomendações da OTI sobre os trabalhos do Comitê Temático;
- O IDB-97 será disponibilizado através dos produtos referidos
no item relativo ao Comitê Temático "Indicadores e Dados Básicos";
- A elaboração do IDB-98 será desenvolvida pelo mesmo
Comitê, responsável pelo IDB-97.
- Produto II : "Informe Nacional sobre a Situação de Saúde e suas
Tendências"
- Para a estruturação deste Informe, recomendou -se a constituição de
um Comitê Temático, com a participação da Secretaria Técnica da RIPSA, além da
ABRASCO, ENSP, Faculdade de Saúde Pública de São Paulo, IPEA e Instituto de Saúde da
UFBa;
- O objetivo é a elaboração periódica de um documento
sintético, contendo uma análise da situação atual da saúde no Brasil e de suas
tendências, a partir dos indicadores trabalhados, que possa ser utilizado na
formulação, revisão e aprimoramento da gestão das políticas de saúde.
- Produto III: "Balanço Retrospectivo a partir dos Anos 80"
- A elaboração do documento, a partir de estudo que está sendo
desenvolvido para o CNPq, em prazo a ser negociado, estará a cargo da Faculdade de Saúde
Pública da USP, conforme compromisso assumido pela Profª Maria Helena de Mello Jorge.
- Produto IV: "Aperfeiçoamento das Bases de Dados sobre Morbidade"
- SINAN - O CENEPI e o DATASUS já estão trabalhando na
concretização das alterações do sistema SINAN. Na definição do conjunto mínimo de
dados, serão consideradas as sugestões do Comitê de Compatibilização de Sistemas e
Bases de Dados, aprovadas pela OTI;
- Sistema de Morbidade Hospitalar - A SAS e o DATASUS,
com o apoio do CBCD/FSP, já estão trabalhando no aperfeiçoamento do sistema de
morbidade hospitalar e sua adequação à CID -10. Os acidentes de trânsito e os de
trabalho serão contabilizados separadamente. O sistema passará também a captar
informações da área não-SUS;
- Aprovada a criação do Comitê Temático "Morbidade
Ambulatorial", com o objetivo de aperfeiçoar as bases de dados existentes, inclusive
quanto à desagregação das informações referentes aos procedimentos de alto custo. Foi
relatado que o SIGAB está sendo implantado junto aos Municípios, não sendo ainda
possível consolidar as informações, em nível nacional.
- Produto V: "Compatibilização de Bases de Dados, Métodos e Conceitos
Aplicáveis à Área de Saúde e Trabalho"
- Aprovada a constituição do Comitê Temático "Saúde e Trabalho", conforme o Esquema Básico, integrante do anexo 3.
- Produto VI: "Compatibilização de Bases de Dados, Métodos e
Conceitos Aplicáveis à Área de Saúde e Ambiente"
- Aprovada a constituição do Comitê Temático "Saúde e
Ambiente", determinando-se à Secretaria Técnica da RIPSA a elaboração do Esquema
Básico para o seu funcionamento;
- Foi sugerida desde já a participação da Associação
Nacional de Planejamento Urbano - ANPUR, Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de
Saúde Pública/USP e da FIOCRUZ.
- Produto VII : "Documentação Brasileira sobre Informação em
Saúde"
- Apresentados os resultados preliminares do trabalho, em desenvolvimento
pela equipe do CEDOC/ENSP, cujo prazo final é setembro de 1998;
- Foi solicitado pela ENSP, o encaminhamento pelas
instituições participantes da OTI de subsídios para o desenvolvimento do referido
trabalho, em especial, o estreitamento da articulação com a BIREME.
- Produto VIII- "Desenho de programa de capacitação profissional"
- Foi aprovada a constituição de um Comitê Temático com o objetivo de
desenvolver o programa de capacitação profissional, inclusive com a proposição de
elaboração de material de apoio para o treinamento, em
construção de indicadores e correção estatística de dados, sob a coordenação da
representação da Fundação SEADE na OTI;
- Foi ainda deliberado que a Secretaria Técnica agilize a
realização da primeira reunião desse Comitê.
- Produto IX: "Sala de Situação: Sistema de
informação municipal"
- Aprovado o desenvolvimento de trabalhos para a captação de
informações das experiências municipais na implantação e manutenção de salas de
situação, bem como sua disseminação para outros municípios;
- Estímulo à definição de um padrão mínimo de home page
para uso municipal.
- Produto X: "Uso da internet: integração das
informações na home-page do ministério da saúde"
- O Departamento de Acompanhamento e Avaliação, da Secretaria de
Políticas de Saúde e de Avaliação, está aperfeiçoando a home page do
Ministério da Saúde como mecanismo de integração de informações.
- Produto XI : "Geo-referenciamento de Informações em
Saúde - GIS"
- Aprovada a constituição de um Comitê Temático para o desenvolvimento
de um Sistema de Informações em Saúde geo-referenciado, sugerindo-se a participação
das seguintes instituições: Faculdade de Saúde Pública, ABRASCO, DATASUS, IBAM,
CICT/FIOCRUZ, Ministério da Educação, Ministério das Comunicações, Instituto
Histórico - Geográfico do Exército, Departamento de Cartografia/IBGE, Sociedade
Brasileira de GIS, IBM/Brasil, ENSP, Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/PE,
CEDEPLAR/UFMg e Escritório Central da OPAS;
- A Secretaria Técnica da RIPSA definirá o Esquema Básico
para a orientação dos trabalhos do referido Comitê.
.
ANEXO 1
I - PARTICIPANTES:
Instituição
|
representante
|
E-mail |
Ministério da Saúde
- SPSA- Departamento de Avaliação
- SE - Coord. Geral Informática - CGIN
- DATASUS
- SAS - Depto. Desenvolvimento, Controle e Avaliação de Serviços de
Saúde
- SPE - Coord. Saúde Materno-Infantil
- FNS - CENEPI
- CICT |
Helvécio
Bueno
Paulo Moraes Santa Rosa
Ludmila Deute Ribeiro
Walter Stevanato Vuolo
Ernani Bento Bandarra
Silvia Rangel dos Santos
Eduardo Luiz A. Mota
Ana Goretti K. Maranhão
Jarbas Barbosa S. Junior
Hélio de Oliveira
Déa Arruda
Ilara H. Sozzi de Moraes
Francisco Viacava |
helvecio@saude.gov.br
pmoraes@saude.gov.br
ludmilla@saude.gov.br
vuolo@saude.gov.br
bandarra@datasus.gov.br
silvia@saude.gov.br
cosac@saúde.gov.br
jarbas@fns.gov.br
helio@fns.gov.br
ilara@ensp.fiocruz.br
viacava@malaria.procc.fiocruz.br |
| Conselho Nacional de Secretários Estaduais
de Saúde - CONASS |
Marise
Gnatta Dalcuche |
marise@pr.gov.br |
| Conselho Nacional de Secretários Municipais
de Saúde - CONASEMS |
Rosa Maria Vila-Nova de Carvalho |
|
| Organização Pan-Americana de Saúde - OPAS |
Mozart de Abreu e Lima Carlos Castillo-Salgado
Clovis Heitor Tigre
Adalberto Tardelli
Waldyr Mendes Arcoverde |
mozart@opas.org.br castillo@paho.org
tigreclo@paho.org
aot@bireme.br |
| Fundação Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística - IBGE |
Lilibeth
Maria C. R. Ferreira |
lilibeth@ibge.gov.br |
| Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada -
IPEA |
Herton
Ellery Araújo |
herton@ipea.gov.br |
| Fundação Sistema Estadual de Análise de
Dados / SP - SEADE |
Zilda
Pereira da Silva |
zilda@seade.gov.br |
Universidade de São Paulo - USP
- Faculdade de Saúde Pública / CBCD
|
Maria
Helena P. Mello Jorge |
|
| Associação Brasileira de Pós-graduação
em Saúde Coletiva - ABRASCO |
Márcia
Furquim de Almeida |
marfural@usp.br |
| Superintendência de Desenvolvimento do
Nordeste - SUDENE |
Maria do Socorro V. de Albuquerque |
|
| Secretaria de Saúde de Pernambuco |
Tereza M. Lyra |
fatc@npd.fpe.br |
ANEXO 2:
REDE INTEGRADA DE INFORMAÇÕES PARA
A SAÚDE NO BRASIL - RIPSA
TERCEIRA OFICINA DE TRABALHO INTERAGENCIAL
Data: 4-5 de Novembro de 1997
Local: Sede da Representação da OPAS/OMS, em Brasília-DF
Agenda
Dia 4/11/97
| 09:00-10:00 |
Salão "O Chafariz". Instalação
da Oficina (prestação de contas da Secretaria Técnica e agenda de trabalho): (i)
instrumentos legais; (ii) novos participantes da Rede; (iii) Comitês Temáticos em
andamento; (iv) revisão da relação de instituições recomendadas para integrar a
RIPSA; (v) discussão da agenda. Coordenação:
Helvécio Bueno e Mozart de Abreu e Lima (ST / RIPSA). |
| 10:00-10:45 |
Apresentação do programa de análise de
situação de saúde e suas tendências, da Oficina Central da OPAS, sobre "Dados
Básicos Essenciais em Saúde". Expositores: Carlos Castillo-Salgado e Clovis Heitor
Tigre. |
| 10:45-11:00 |
Intervalo |
| 11:00-12:00 |
Auditório. Plenária de Abertura .
Coordenador: Dr. Armando López Scavino. Pronunciamento do Sr. Ministro da Saúde, Dr.
Carlos Cesar de Albuquerque. Pronunciamento do Sr. Diretor da OPAS, Dr. George A O
Alleyne. |
| 12:00-13:30 |
Vinho de Honra |
| 13:30-15:30 |
Debates e proposições referentes aos
Comites Temáticos:
- Mortalidade e Natalidade (M-N): Maria Helena de Mello Jorge
- Indicadores e Dados Básicos 1997 (IDB-97): Lilibeth Cardoso Ferreira
- Compatibilização de Sistemas e Bases de Dados (CBD): Beatriz Leão
- Saúde e Trabalho: compatibilização de bases de dados (esquema básico): Mozart de
Abreu e Lima
|
| 15:30-15:45 |
Intervalo |
| 15:45-17:30 |
Programação da Rede para 1998
(identificação do produtos e das estratégias para preparação):
- Produto I: "Indicadores e Dados Básicos Básicos - Brasil": (i)
preparação de indicadores e publicação do IDB-97; (ii) edição do IDB-98. Mozart de
Abreu e Lima
|
|
- Produto II: "Informe Nacional sobre a Situação de Saúde e
suas Tendências": conteúdo e forma, prazos de execução, responsabilidades e
compromissos das entidades participantes, mecanismos para elaboração, edição e
difusão. Helvécio Bueno
|
Dia 5.11.97
| 08:30-10:30 |
- Produto III: "Balanço Retrospectivo a partir dos Anos 80":
conteúdo e forma, prazos de execução, mecanismos para elaboração, edição e
difusão. Maria Helena de Mello Jorge.
|
|
- Produto IV: "Aperfeiçoamento das bases de dados sobre
morbidade": problemas e questões críticas relacionadas; morbidade hospitalar e
ambulatorial; estudos de base demográfica. Ernani Bento Bandarra.
|
| 10:30-10:45 |
Intervalo |
| 10:45-12:30 |
- Produto V: "Compatibilização de Bases de Dados, Métodos e
Conceitos Aplicáveis na Área de Saúde e Trabalho": identificação das bases
de dados, de problemas e questões críticas relacionadas, identificação dos parceiros
institucionais (relatório final). Mozart de Abreu e Lima.
|
|
- Produto VI: "Compatibilização de Bases de Dados,
Métodos e Conceitos Aplicáveis na Área de Saúde e Ambiente": identificação
das bases de dados, de problemas e questões críticas relacionadas, identificação dos
parceiros institucionais. Helvécio Bueno.
|
| 12:30-13:30 |
Lanche |
| 13:30-16:00 |
- Produto VII: projeto "Documentação Brasileira sobre
Informação em Saúde": relatório de progresso pela ENSP/FIOCRUZ, mecanismos de
apoio necessários.Ilara H. Sozzi de Moraes.
|
|
- Produto VIII: projeto "desenho de Programa de Capacitação
Profissional". Zilda Pereira da Silva.
|
|
- Produto IX: "Sala de Situação: sistema de informação
municipal": análise de experiências, disseminação, adequação e
compatibilização de softwares. Helvécio Bueno.
|
|
- Produto X: projeto "Uso da Internet: integração de
informações na homepage do Ministério da Saúde".Helvécio Bueno.
|
|
- Produto XI: "Geo-referenciamento de informações em
saúde". Paulo Santa Rosa.
|
| 16:30 |
Conclusões e recomendações
consensualizadas - Encerramento. Coordenação: Dr. Álvaro Antonio
Melo Machado, Secretário de Políticas de Saúde e de Avaliação, do Ministério da
Saúde. |
ANEXO 3:
Rede Integrada de Informações Para a
Saúde - Ripsa / Rede Nacional de Informação em Saúde - Rnis
COMITÊ TEMÁTICO INTERDISCIPLINAR: SAÚDE E TRABALHO
ESQUEMA BÁSICO
- Conceituação do produto
Identificação, nos âmbitos dos Ministério da Saúde, do Trabalho
e da Previdência e Assistência Social, e da Fundação IBGE, dos problemas críticos
para o aperfeiçoamento da utilização das bases de dados aplicáveis à relação saúde
-trabalho.
II - Participantes:
- Ministério da Saúde - MS :
- Departamento de Acompanhamento e Avaliação - DAAPS / SPSA
- DATASUS / Secretaria Executiva;
- Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador - COSAT/SPES;
- CENEPI/FNS;
- Centro de Estudos de Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana - CESTEH/ FIOCRUZ;
- Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador - CIST/CNS
- Ministério do Trabalho - MTb:
- Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho - SSST;
- FUNDACENTRO;
- Coordenação Geral de Estatística do Trabalho e Identificação Profissional -
CGETIP/SPES;
- Subsecretaria de Planejamento e Orçamento.
- Ministério da Previdência e Assistência Social - MPAS :
- Coordenação Geral de Estatística e Atuária -CGEA/SPS;
- Diretoria de Seguro - INSS
- DATAPREV
- Fundação IBGE: Departamento de Emprego e Rendimentos.
- IPEA
- Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de
Trabalho - DIESAT.
- Fundação SEADE.
- Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador - CESAT / Bahia.
- Divisão de Saúde do Trabalhador - DST/CVS/Secretaria Estadual de Saúde - SP.
- Coordenação de Saúde do Trabalhador / SMS / Belo Horizonte
- Organização Pan-Americana de Saúde - OPAS
- Organização Internacional do Trabalho - OIT
- Associação Brasileira de Pós-Graduação e Saúde Coletiva - ABRASCO
III - Objeto:
- Análise e encaminhamento de questões técnicas e operacionais relativas à
consensualização / compatibilização das bases, conceitos e metodologias de produção,
aplicadas à: (i) notificação de acidentes e doenças do trabalho; e (ii) informações
sobre os riscos para a saúde, derivados dos processos e atividades produtivas.
IV - Atividades:
- Análise das bases de dados existentes nas instituições relacionadas, com vistas à
identificação de dificuldades e potencialidades, à consensualização de métodos e
conceitos, à potencialização de recursos institucionais para a coleta, processamento,
análise e crítica de dados, e à articulação interinstitucional.
V- Produto Esperado:
- Relatório com proposições e medidas de aprimoramento das bases de dados
existentes, no que concerne à adequação para a análise da situação de saúde
derivada da condição de trabalho.
- Home Page sobre saúde do trabalhador, na qual estariam disponibilizadas as bases de
dados de cada fonte, com atualização constante.
VI- Metodologia de Trabalho:
- Os trabalhos do comitê serão desenvolvidos em 3(três) reuniões promovidas pela
Secretaria Técnica da RIPSA.
- A primeira reunião, prevista para os dias 17 e 18 de novembro, constará de
exposições suscintas sobre as bases de dados existentes, com identificação das
dificuldades técnicas e operacionais correspondentes e possibilidades de articulação.
- Na segunda e terceira reuniões, serão aprofundadas as análises sobre as bases de
dados em apreciação, e formuladas proposições relacionadas ao produto esperado deste
Comitê.
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